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| Letra de Thomaz Lopes Música de Alberto Nepomuceno |
Terra do sol, do amor, terra da luz ! Soa o clarim que a tua glória conta ! Terra, o teu nome a fama aos céus remonta Em clarão que seduz ! Nome que brilha esplêndido luzeiro Nos fulvos braços de ouro do cruzeiro ! Mudem-se em flor as pedras dos caminhos ! Chuvas de pratas rolem das estrelas ... E despertando, deslumbradas ao vê-las Ressoe a voz dos ninhos... Há de florar nas rosas e nos cravos Rubro o sangue ardente dos escravos Seja teu verbo a voz do coração, Verbo de paz e amor do sul Norte ! Ruja teu peito em luta contra a morte, Acordando a amplidão, Peito que deu alívio a quem sofria E foi o sol iluminando o dia ! Tua jangada afoita enfune o pano ! Vento feliz conduza a vela ousada ! Que importa que o teu barco seja um nada. Na vastidão do oceano,. Se à proa vão heróis e marinheiros E vão no peito corações guerreiros ? Se, nós te amamos, em aventuras de mágoas ! Porque esse chão que embebe a água dos rios Há de florar em meses, nos estios E bosques, pelas águas ! Selvas e rios, serras florestas Brotem do solo em rumorosas festas ! Abra-se ao vento o teu pendão nata ! Sobre as revoltas dos teus mares ! E desfraldando diga aos céus e aos mares A vitória imortal ! Que foi de sangue, em guerras leais e francas E foi na paz, da cor das hóstias brancas |
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terça-feira, 11 de outubro de 2011
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Secas
O clima do Ceará é marcado pela aridez. As secas são periódicas, e, desde que a ocupação territorial foi consolidada, a população tenta resolver o problema da escassez de água. A Seca de 1606 foi a primeira a marcar a história da ocupação do território. Outras secas importantes foram as registradas em 1777 e 1778, responsáveis pelo enfraquecimento da indústria das charqueadas, que teve seu golpe final no período de grandes secas entre 1790 e 1794.
No começo do século XX foi criada a "Inspetoria de Obras Contra as Secas" que mais tarde passaria a ser o Departamento Nacional de Obras Contra a Seca, com sede em Fortaleza para realizar estudos, planejamentos e obras contra as estiagens, em 1909. Várias barragens foram construídas em todos os estados do Nordeste. Na década de 1930, foi criado o Polígono das secas: quase a totalidade do território cearense está inserido nele.
Atualmente existem muitos órgãos do governo cearense voltados para a problemática do clima. A Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos juntamente com a Superintendência de Obras Hidráulicas são os órgãos que fazem a gerência de várias barragens e o planejamento de adutoras e canais. A Fundação Cearense de Meteorologia é a responsável pelo monitoramento climático. Finalmente o órgão central é a Secretaria dos Recursos Hídricos que faz toda a estruturação de metas e planos para combater a seca no Ceará.
Durante as décadas seguintes, até 1877, o Ceará viveu relativa tranquilidade, sem estiagem, até que naquele ano e nos dois seguintes uma grande seca prejudicou fortemente a agropecuária no estado. No início dessa, o senador Tomás Pompeu de Sousa Brasil publicou o primeiro livro sobre esse problema climático, intitulado "O clima e secas no Ceará". Nessa época foi iniciada a construção do Açude do Cedro, em Quixadá, como medida para minimizar a falta de água, mas a obra só foi finalizada na Primeira República.
No começo do século XX foi criada a "Inspetoria de Obras Contra as Secas" que mais tarde passaria a ser o Departamento Nacional de Obras Contra a Seca, com sede em Fortaleza para realizar estudos, planejamentos e obras contra as estiagens, em 1909. Várias barragens foram construídas em todos os estados do Nordeste. Na década de 1930, foi criado o Polígono das secas: quase a totalidade do território cearense está inserido nele.
Atualmente existem muitos órgãos do governo cearense voltados para a problemática do clima. A Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos juntamente com a Superintendência de Obras Hidráulicas são os órgãos que fazem a gerência de várias barragens e o planejamento de adutoras e canais. A Fundação Cearense de Meteorologia é a responsável pelo monitoramento climático. Finalmente o órgão central é a Secretaria dos Recursos Hídricos que faz toda a estruturação de metas e planos para combater a seca no Ceará.
Proteção ao Meio ambiente
No Ceará existem dois parques nacionais. O Parque Nacional de Ubajara criado em 30 de abril de 1959 e até recentemente era o menor parque em área, com 563 ha, passando a ter atualmente 6.299 ha. Abriga em seu interior a Gruta de Ubajara e um bonde de acesso à gruta, sua maior atração. O segundo é o Parque Nacional de Jericoacoara, criado em 2002 para preservar as praias e dunas da região, cujo principal atrativo é a Pedra furada. Outras áreas de preservação ambiental importantes são as florestas nacionais do Araripe (a primeira Floresta Nacional do Brasil, estabelecida em 1946) e de Sobral. Existe, ainda, a Área de Proteção Ambiental da Chapada do Araripe, com 10.000 km², que se estende por 38 municípios do Ceará, Pernambuco e Piauí.
O Governo do Ceará mantém 13 áreas de conservação. O Parque Ecológico do Cocó e o Parque Estadual Marinho da Pedra da Risca do Meio são os únicos parques estaduais do Ceará, sendo o Parque do Cocó o primeiro a ser criado, em 1989, dentro da área urbana de Fortaleza, abrigando o bioma de mangue. Em todo o Ceará existem 58 áreas de proteção ambiental sendo 20 estaduais, 11 federais, 13 municipais e 14 particulares.
Os ecossistemas do Estado estão profundamente danificados e muito pouco preservados.As regiões de floresta tropical e cerrado, nas serras e chapadas de elevada altitude, possuem grande concentração demográfica, intenso uso para fins agropecuários e, comparativamente, pouca preservação e fiscalização ambiental. Os crimes ambientais são praticados constantemente em áreas como a APA Araripe - sobretudo as queimadas e retirada de lenha - e não podem ser reprimidos devido ao parco efetivo de fiscais, dentre outros motivos.Atualmente a mata atlântica ocupa apenas 1,2% do território do Estado, tendo sido bem mais extensa no passado, mas 44% do restante está em áreas de preservação, o que, porém, não tem garantido sua total conservação.
Em situação ainda mais grave está a extensa caatinga cearense, que conta com uma ínfimos 0,45% de preservação, embora represente, em suas variadas formas, 92% do território estadual.80% da caatinga cearense está devastada,e muitas das áreas restantes, apesar de aparentemente conservadas, não passam de formas vegetais secundárias menos ricas e alteradas pela substituição de espécies vegetais, o que acarreta graves prejuízos para o solo e os já escassos recursos hídricos. A desertificação avança no Estado e atinge níveis preocupantes, sobretudo em Irauçuba.
O Governo do Ceará mantém 13 áreas de conservação. O Parque Ecológico do Cocó e o Parque Estadual Marinho da Pedra da Risca do Meio são os únicos parques estaduais do Ceará, sendo o Parque do Cocó o primeiro a ser criado, em 1989, dentro da área urbana de Fortaleza, abrigando o bioma de mangue. Em todo o Ceará existem 58 áreas de proteção ambiental sendo 20 estaduais, 11 federais, 13 municipais e 14 particulares.
Os ecossistemas do Estado estão profundamente danificados e muito pouco preservados.As regiões de floresta tropical e cerrado, nas serras e chapadas de elevada altitude, possuem grande concentração demográfica, intenso uso para fins agropecuários e, comparativamente, pouca preservação e fiscalização ambiental. Os crimes ambientais são praticados constantemente em áreas como a APA Araripe - sobretudo as queimadas e retirada de lenha - e não podem ser reprimidos devido ao parco efetivo de fiscais, dentre outros motivos.Atualmente a mata atlântica ocupa apenas 1,2% do território do Estado, tendo sido bem mais extensa no passado, mas 44% do restante está em áreas de preservação, o que, porém, não tem garantido sua total conservação.
Em situação ainda mais grave está a extensa caatinga cearense, que conta com uma ínfimos 0,45% de preservação, embora represente, em suas variadas formas, 92% do território estadual.80% da caatinga cearense está devastada,e muitas das áreas restantes, apesar de aparentemente conservadas, não passam de formas vegetais secundárias menos ricas e alteradas pela substituição de espécies vegetais, o que acarreta graves prejuízos para o solo e os já escassos recursos hídricos. A desertificação avança no Estado e atinge níveis preocupantes, sobretudo em Irauçuba.
Litoral
No litoral, que se estende por 573 km, predominam os mangues e restingas, vegetação litorânea típica, além de áreas sem vegetação recobertas por dunas.Mesmo com altitudes muito pouco elevadas, as pluviosidades e a umidade são maiores que na Depressão Sertaneja. As temperaturas médias variam de 22 °C a 32 °C. A planície litorânea possui geografia diversificada, o que faz com que o estado possua praias com coqueirais, dunas, barreiras (também chamadas falésias por muitos) - paredões sedimentares que acompanham a faixa da costa e, em alguns trechos, possuem tons coloridos - e áreas alagadas de manguezal, onde há grande biodiversidade.
As praias mais famosas do Ceará são: a Praia de Jericoacoara, a Praia de Canoa Quebrada e a Praia de Porto das Dunas, dentre outras, as quais se destacam por alcançar fama internacional. Regionalmente, outras praias destacadas são: a Praia das Fontes, Morro Branco, Icaraí, Presídio, Baleia, Flecheiras, Cumbuco e Lagoinha. O litoral cearense é atravessado por duas rodovias, a Costa do Sol Nascente e a Costa do Sol Poente, que, a partir de Fortaleza, direcionam-se para o litoral leste e oeste, respectivamente.
Hidrografia
O principal rio do Ceará é o Jaguaribe, cuja bacia drena todo o sul, o centro e o leste do estado. O norte é banhado por pequenos rios independentes, entre os quais o Coreaú, o Acaraú e o Aracatiaçu. Todos os rios do Ceará são temporários, pois "cortam" na estação das secas, isto é, secam.
Dentre os açudes construídos no estado, os maiores são os de Orós, no Jaguaribe, e de Banabuiú, no rio do mesmo nome. A capacidade de armazenamento de água atinge 7,8 bilhões de metros cúbicos, mas a utilização dos açudes na irrigação ainda é reduzida.
Dentre os açudes construídos no estado, os maiores são os de Orós, no Jaguaribe, e de Banabuiú, no rio do mesmo nome. A capacidade de armazenamento de água atinge 7,8 bilhões de metros cúbicos, mas a utilização dos açudes na irrigação ainda é reduzida.
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
População
O Estado do Ceará possui 8,1 milhões de habitantes distribuídos em 184 municípios. A capital é Fortaleza com 2,4 milhões de habitantes.A população do estado estimada para o ano de 2008 foi de 8.450.527 habitantes,conferindo ao território a oitava colocação entre as unidades federativas mais populosas.O estado é conhecido nacioanalmente pela beleza de seu litoral,pela religiosidade popular e pela imagem de berço de talentos humorísticos.A jangada,ainda comum ao longo da costa,é considerada um dos maiores símbolos do povo e da cultura cearenses.
Vegetação
Noventa e um por cento da superfície territorial cearense é denominada pela caatinga,a qual recobre todo o sertão.Duas variedades podem ser citadas:
Caatinga Hipoxerófila: típica das regiões de clima menos rigoroso,como baixada litorânea e sopé da Ibiapaba com espécies de maior porte e densidade ocupando 28.734,8 Km² do estado.
Caatinga Hiperxerófila: Características das regiões mais áridas,tratando-se portanto de uma vegetação rala e baixa com exemplares espinhosos(algaroba,pau-branco etc) e cactáceos(xique-xique,mandacaru etc).81.546,9 Km² do território são tomados por esta variedade.
Além desta tipologia,cerrados e carnaubais compõem a paisagem.
Cerrados: formado por árvores baixas e retorcidas destacadas em meio a gramíneas recobrindo o topo das chapadas.As serras e a base das chapadas são revestidas por exemplares da floresta tropical.
Carnaubais: encontrados principalmente nas várzeas dos rios,em especial próximo dos rios Jaguaribe,Acaraú e Coreaú,caracterizados pela expressiva presença da espécie Copernicia prunifera (carnaúba),palmeira típica da região associada a outras espécies.
Caatinga Hipoxerófila: típica das regiões de clima menos rigoroso,como baixada litorânea e sopé da Ibiapaba com espécies de maior porte e densidade ocupando 28.734,8 Km² do estado.
Caatinga Hiperxerófila: Características das regiões mais áridas,tratando-se portanto de uma vegetação rala e baixa com exemplares espinhosos(algaroba,pau-branco etc) e cactáceos(xique-xique,mandacaru etc).81.546,9 Km² do território são tomados por esta variedade.
Além desta tipologia,cerrados e carnaubais compõem a paisagem.
Cerrados: formado por árvores baixas e retorcidas destacadas em meio a gramíneas recobrindo o topo das chapadas.As serras e a base das chapadas são revestidas por exemplares da floresta tropical.
Carnaubais: encontrados principalmente nas várzeas dos rios,em especial próximo dos rios Jaguaribe,Acaraú e Coreaú,caracterizados pela expressiva presença da espécie Copernicia prunifera (carnaúba),palmeira típica da região associada a outras espécies.
O Tempo e o Clima
A Terra não recebe os raios solares com a mesma intensidade em toda a superfície,por isso existem três zonas climaticas: a polar,a temperada e a tropical.O Brasil está localizado na Zona tropical.Esta zona por estar próxima a linha do Equador,é atingida intensamente pelos raios solares durante o ano todo,sendo por este motivo,mais quente e iluminada do que as outras zonas climáticas.
O clima,no Ceará,vária de acordo com o relevo e proximidade do mar.
No litoral,as temperaturas elevadas são amenizadas pelas brisas marítimas que sopram do mar em direção ao continente.As chuvas são mais abundantes e a umidade é bem maior do que no sertão.No sertão,o clima apresenta temperaturas elevadas,forte insolação e concentração de chuvas em poucas meses do ano,por isso é considerado semi-árido.
Nos planaltos de maior altitude,as temperaturas são mais baixas e as chuvas mais freqüentes.
No Ceará,existem dois períodos bem definidos quanto a distribuição das chuvas:um,de menor duração,que vai de janeiro a maio no qual se concentram as chuvas,chamado de inverno,e outro,mais longo que vai de junho a dezembro,quando chove muito pouco,período seco denominado verão.
O clima,no Ceará,vária de acordo com o relevo e proximidade do mar.
No litoral,as temperaturas elevadas são amenizadas pelas brisas marítimas que sopram do mar em direção ao continente.As chuvas são mais abundantes e a umidade é bem maior do que no sertão.No sertão,o clima apresenta temperaturas elevadas,forte insolação e concentração de chuvas em poucas meses do ano,por isso é considerado semi-árido.
Nos planaltos de maior altitude,as temperaturas são mais baixas e as chuvas mais freqüentes.
No Ceará,existem dois períodos bem definidos quanto a distribuição das chuvas:um,de menor duração,que vai de janeiro a maio no qual se concentram as chuvas,chamado de inverno,e outro,mais longo que vai de junho a dezembro,quando chove muito pouco,período seco denominado verão.
Flora e Fauna
O Ceará tem uma diversidade de fauna e flora, espalhado nos habitates como Litoral, Sertão e Serras. Uma das plantas mais conhecidas é a carnaúba, que é um dos símbolos do Ceará, e é uma importante fonte econômica.
A Zephyranthes sylvestris é uma planta bulbosa, mais conhecida como "cebola de calango" sendo uma flor original do habitat cearense e um dos itens mais apreciado por colecionadores de bulbos no mundo.
O Soldadinho do Araripe foi descoberto em 1996 na Chapada do Araripe e só é encontrado nessa região. Outras aves características do Ceará são o Uirapuru-laranja e a Jandaia.
Cebola de Calango
Geografia do Ceará
O Ceará é um estado brasileiro localizado na região nordeste.Seus limites são:ao leste,a Paraíba e o Rio Grande do Norte;ao oeste,o Piauí;ao sul,Pernambuco;e ao norte e nordeste,o Oceano Atlântico.Sua extensão territorial é de:146.348 Km².A capital do estado é Fortaleza.Seu litoral mede 573 Km.
O relevo cearense oscila entre 0 e um pouco mais de 1000m de altitude, sendo que o ponto mais alto é o Pico do Oeste (1145m). O relevo está dividido em planícies litorâneas; depressões sertanejas (cuja altitude é sempre inferior a 200m); os pés-de-serra, cuja altitude oscila entre 200 e 400m e os planaltos, serras e serrotes com altitude máxima de 1000m.
O relevo cearense oscila entre 0 e um pouco mais de 1000m de altitude, sendo que o ponto mais alto é o Pico do Oeste (1145m). O relevo está dividido em planícies litorâneas; depressões sertanejas (cuja altitude é sempre inferior a 200m); os pés-de-serra, cuja altitude oscila entre 200 e 400m e os planaltos, serras e serrotes com altitude máxima de 1000m.
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